Exame toxicológico para tirar CNH A e B tem apoio de 86% dos brasileiros, aponta pesquisa
Levantamento mostra ampla aprovação à exigência para novos motoristas de motos e carros, mas medida ainda depende de avaliação técnica do governo
Uma pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia aponta que 86% dos brasileiros são favoráveis à exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B.
O levantamento foi realizado pelo Instituto Ipsos-Ipec e ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios. A aprovação aparece em todas as regiões do país, com índices de 88% no Norte e Centro-Oeste, 87% no Nordeste e 84% no Sudeste e Sul.
A exigência foi incluída no Código de Trânsito Brasileiro pela Lei nº 15.153/2025, em vigor desde dezembro do ano passado. A categoria A autoriza a condução de motocicletas, motonetas e ciclomotores. Já a categoria B vale para automóveis, utilitários e caminhonetes.
Apesar da lei, o Ministério dos Transportes informou que a implementação ainda está em fase de avaliação pela Secretaria Nacional de Trânsito. Entre os pontos analisados estão impacto ao cidadão, capacidade dos laboratórios, adaptação dos sistemas e segurança jurídica.
Até a conclusão dos estudos e eventual norma complementar, a orientação aos Detrans é que o exame não seja exigido para a primeira habilitação nas categorias A e B.
O exame toxicológico já é obrigatório desde 2015 para motoristas profissionais das categorias C, D e E, como condutores de caminhões, ônibus e veículos com reboque.
Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados acreditam que a medida pode ajudar no combate ao tráfico e ao crime organizado. Outros 69% afirmam que a exigência pode contribuir para reduzir a violência doméstica relacionada ao consumo de álcool e drogas.
O tema segue em debate entre governo, especialistas e entidades do setor, dividindo opiniões sobre segurança no trânsito, custo para o cidadão e eficácia da fiscalização.




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