Saúde bucal e sedentarismo podem afetar memória e qualidade de vida na velhice
Estudos associam periodontite e perda de dentes a alterações cerebrais, enquanto falta de atividade física aumenta riscos à saúde dos idosos
Cuidar da saúde bucal e manter o corpo em movimento pode ser mais importante para o envelhecimento do que muita gente imagina. Estudos recentes apontam que problemas nas gengivas, perda de dentes e sedentarismo estão ligados a impactos relevantes na memória, no cérebro e na qualidade de vida dos idosos.
Uma pesquisa publicada na revista científica Neurology associou a periodontite, doença que afeta as gengivas, e a perda dentária ao encolhimento do hipocampo, região do cérebro ligada à memória e uma das primeiras afetadas pelo Alzheimer.
Os cientistas ressaltam que o estudo não prova que problemas bucais causam demência, mas indica uma possível relação entre inflamações na boca e alterações cerebrais. Uma boca doente pode favorecer agentes inflamatórios que se espalham pelo corpo e chegam ao cérebro.
A pesquisa acompanhou idosos com média de 67 anos, sem distúrbios de memória, por quatro anos. Após exames odontológicos e ressonâncias, os pesquisadores observaram que quadros moderados e severos de periodontite, associados à perda de dentes, estavam ligados a mudanças no hipocampo.
Outro estudo, da Universidade de Cambridge, mostrou que idosos que reduzem a atividade física tendem a piorar sua qualidade de vida. Exercícios moderados ou intensos ajudam a diminuir riscos de doenças como diabetes, AVC, problemas cardíacos e câncer.
Embora a recomendação seja de 150 minutos de atividade por semana, até pequenas mudanças já ajudam. Levantar mais vezes, interromper longos períodos sentado e manter uma rotina ativa podem fazer diferença.
Os estudos reforçam um alerta simples: envelhecer bem não depende apenas de tratar doenças, mas de prevenir problemas com hábitos diários, acompanhamento médico, cuidado odontológico e movimento constante.




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