Cientistas criam painel global para acelerar o fim da dependência dos combustíveis fósseis
Iniciativa lançada na Colômbia reunirá evidências científicas para orientar governos na transição energética e na redução das emissões
Um grupo internacional de cientistas anunciou a criação do Painel Científico para a Transição Energética Global (SPGET), durante a Primeira Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em Santa Marta, na Colômbia.
A iniciativa reúne especialistas em clima, economia, tecnologia e meio ambiente com o objetivo de assessorar governos na formulação de políticas públicas voltadas à descarbonização. Entre os nomes envolvidos estão os brasileiros Carlos Nobre, referência em estudos sobre a Amazônia, e Gilberto Jannuzzi, da Unicamp, além do sueco Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático.
Segundo os organizadores, o painel deverá produzir recomendações técnicas, acompanhar políticas públicas e fortalecer a conexão entre ciência e governos. A proposta também busca contribuir com processos internacionais, como a COP30, que será presidida pelo Brasil.
A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, afirmou que o painel responde a uma lacuna histórica ao criar um organismo dedicado à superação dos combustíveis fósseis e aos desafios sociais e econômicos dessa transformação.
A Conferência de Santa Marta reúne 57 países, incluindo o Brasil, e cerca de 4.200 organizações, entre governos, setor privado, povos indígenas, academia e sociedade civil. O encontro discute medidas concretas para reduzir a dependência de petróleo, gás e carvão, com foco em transformação econômica, mudança na oferta e demanda de energia e cooperação internacional.
Para ativistas e especialistas, a iniciativa pode pressionar por avanços mais ambiciosos do que os obtidos nas últimas conferências climáticas da ONU. A expectativa é que o grupo ajude a transformar compromissos globais em ações práticas para acelerar a transição energética, reduzir impactos climáticos e fortalecer a economia verde.




COMENTÁRIOS