Falhas de segurança em evento com Trump levantam alerta após tentativa de ataque em Washington
Governo dos EUA discutiu até a escolha de um “sobrevivente designado” antes do jantar que terminou com tiros e suspeito preso
A tentativa de ataque durante o jantar com correspondentes da Casa Branca, em Washington, expôs falhas no esquema de segurança e gerou forte reação dentro do governo dos Estados Unidos.
Antes mesmo do evento, a Casa Branca chegou a discutir a possibilidade de nomear um “sobrevivente designado” — figura que assumiria a presidência em caso de um atentado que eliminasse toda a cúpula do governo. A hipótese foi descartada, segundo a porta-voz Karoline Leavitt, porque nem todos os membros da linha sucessória estavam presentes.
O episódio ocorreu no último sábado (25), quando o presidente Donald Trump participava do tradicional jantar com jornalistas. Disparos foram ouvidos no início do evento, levando agentes do Serviço Secreto a retirarem rapidamente o presidente, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente J.D. Vance do local.
O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido após tentar invadir o salão. Ele estava armado com espingarda, pistola e facas e chegou a trocar tiros com agentes. Um dos disparos atingiu o colete à prova de balas de um agente, que não se feriu gravemente.
Allen foi acusado de tentativa de assassinato do presidente e outros crimes federais, podendo pegar prisão perpétua. Segundo as investigações, ele agiu sozinho e teria escrito uma carta com críticas a Trump antes do ataque.
Relatos de jornalistas presentes apontaram fragilidade no controle de acesso, com checagens superficiais e ausência de identificação rigorosa, mesmo com autoridades de alto escalão no local.
Após o incidente, o governo anunciou que irá revisar os protocolos de segurança. Uma reunião com o Serviço Secreto, o Departamento de Segurança Interna e a equipe da Casa Branca foi convocada para reforçar a proteção presidencial.
O caso reacende o debate sobre segurança em eventos oficiais e o aumento da violência política nos Estados Unidos, além de reforçar a necessidade de protocolos mais rigorosos para proteger autoridades e participantes.



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